QP: quero saber se sou bipolar

Refere episodios de “surto”em momentos de raiva extrema, apresentando extrema agressividade e não lembra disso. Último episódio em 2023

Refere que episódios de “surtos” mais graves eram majoritariamente engatilhados por discussões familiares

Hoje relata que tem se distanciado totalmente da família (com excessão dos sobrinhos) para evitar episódios recorrentes, relata raiva extrema pois sogra a chama de “louca” ou quando mentem para ela.

Relata que lida com episódios de raiva e frustração com caminhadas na rua, no momento que surgem as emoções

Relata quadro depressivo, tristeza profunda, sem vontade de sair de casa, mesmo com convite de amigas. Perda de interesse em atividades antes prazerosas, inclusive no próprio trabalho. Por isso, parou de trabalhar. Relata crises de choro, sem compreender motivo claro.

Apesar do quadro depressivo, não deixa situação transparecer para seus conhecidos, se recusa a contar para amigas e familiares quadro (com poucas excessões)

Iniciou acompanhamento no CAC Última consulta há 1 mes, quando foi receitada Quetiapina. Porém não chegou a usar a medicação por medo de dormir demais. Relata que vai jogar fora qualquer medicamento que tire sua disposição.

Mostrou-se chorosa e defensiva durante a consulta, justificando as atitudes cometidas durante os “surtos”

Apesar disso, reconhe o problema e o quadro de extrema agressividade e impulsividade. Fala com clareza que age antes de pensar, e demonstra grande medo disso. Deseja controlar suas emoções impulsivas.

Relata ter “jogado fora” medicamento receitado em 2023, dado extremo cansaço e apatia. Atualmente nega uso de qualquer medicamento, com excessão do Zolpidem para dormir (usa apenas quando fica múltiplos dias seguidos dormindo menos de uma hora)

Relata que dorme, em média, as 6 da manhã e acorda as 8-9 da manhã. Apesar do curto período de tempo, relata acordar animada e disposta, sem sonolência diúrna.

Atualmente mora com cunhada, sem filhos, sem contato com resto da família.

Rede de apoio composta primariamente por cunhada e amigas (apesar de ter perdido total interesse em atividades para qual é convidada).

Relata pensamentos com ideação suicída, com “vontade de morrer” todos os dias. (sua ligação com a religião é o que atualmente a impede de cometer esse ato racionalmente, apesar de reconhecer imprevisibilidade dos própios atos em momentos de raiva extrema e impulsividade). Nega medo de morrer, mas relata medo de tentar suicídio e acabar “dando trabalho”

Relata já ter planejado e tentado executar suicídio no passado, durante quadro de surto, quando tentou disparar um revólver cal. 38 contra a própria cabeça (só não conseguiu disparar a arma pois teve dificuldade em municiá-la e, quando conseguiu, o pai entrou no quarto, e, segundo ela, a mesma “voltou” ao normal e ficou com medo de acertar o pai).

É religiosa, tem uma espiritualidade preservada. Relata melhora de momentos de tristeza após sessões de oração e música góspel .