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Agente |
Clínica |
Diagnóstico |
Tratamento |
| Candidíase |
Candida albicans |
Corrimento: branco grumoso |
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| Prurido, ardor, hiperemia |
pH: normal |
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| Teste de KOH (-) |
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| Exame a fresco: pseudohífas |
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| Cultura (p. ouro) |
Fluconazol 150mg VO DU |
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Recorrente: Fluconazol 150mg VO semanal por 6 meses |
| Vaginose Bacteriana | Gardnerella. Mobiluncus, Prevotella | Corrimento: cinza fético bolhoso
Dispareunia | pH: básico (> 4,5)
Teste de KOH (+)
Critérios de Amsel (3/4):
*- Corrimento cinza
- pH > 4,5
- Whiff test (+)
- Clue Cells na microscopia* | Metronidazol 500 mg VO 12/12h por 7 dias ou 2 g VO DU.
ou
Clindamicina 300 mg VO 12/12h por 7 dias. |
| Tricomoníase | Trichomonas vaginalis | Corrimento: esverdeado, espumoso, fétido
Prurido, dispareunia, disúria
Colpite em Framboesa | pH: básico (> 4,5)
Teste de KOH (+)
Exame a fresco: protozoários móveis
PCR/NAAT: p. ouro | Metronidazol 2 g VO DU ou 500 mg VO 12/12h por 7 dias.
Tratar parceiro! |
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| Clamídia | Chlamydia trachomatis | Corrimento: mucopurulento
Sangramento pós coito e colo friável | PCR/NAAT
Teste rápido de antígeno | Doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 7 dias.
Gestantes: Azitromicina 1 g VO DU
Tratar parceiro! |
| Gonorréia | Neisseria gonorrhoeae | Corrimento: purulento
Colo edemaciado
Disúria, dor pélvica | PCR/NAAT
Cultura: p. ouro | Ceftriaxona 500 mg IM DU + Azitromicina 1 g VO DU
Tratar parceiro! |
VULVOVAGINITES
Tricomoníase
Candidíase Vulvovaginal
Vaginose Bacteriana
CERVICITES
Cervicite por Chlamydia trachomatis
Cervicite por Neisseria gonorrhoeae
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ROTEIRO OSCE
- Anamnese
- Sintomas principais: corrimento vaginal (cor, odor, consistência), prurido, dor, dispareunia.
- Sintomas urinários: disúria, polaciúria → descartar ITU concomitante.
- História sexual: número de parceiros, uso de preservativo, IST prévia.
- Medicações: antibióticos recentes (pode precipitar candidíase).
- Menstruação: ciclo, sangramentos anormais, uso de ACOs.
- Comorbidades: diabetes, imunossupressão.
- Exame Físico
- Sinais Vitais + Ectoscopia completa
- Abdominal, Respiratório e CV completos
- Inspeção vulvar: eritema, edema, lesões, ulcerações.
- Especular: corrimento (quantidade, cor, odor), lesões cervicais, presença de pólipo.
- Toque bimanual: avaliar sensibilidade, sinal de irritação cervical, massas anexiais.
- Laboratoriais
- Coleta de secreção vaginal: exame microscópico direto (salina e KOH), Gram, cultura…
- Exames para IST: chlamydia, gonorréia, tricomoníase (PCR)
- pH vaginal: ajuda a diferenciar etiologias (cândida, vaginose bacteriana, tricomoníase).
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Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
- Etiologia
- Mais comuns → Chlamydia trachomatis; Neisseria gonorrhoeae
- Quadro Clínico
- Dor pélvica baixa (principal).
- Corrimento vaginal anormal.
- Febre (> 38 °C) em casos graves.
- Dispareunia, disúria, SUA
- Dor à mobilização cervical ou anexial (sinal de Chandelier).
- Diagnóstico
- Critérios Clínicos (CDC – 2021): Iniciar tratamento empírico em mulheres sexualmente ativas com Dor Pélvica + 2:
- Dor à palpação do colo uterino.
- Dor à palpação uterina.
- Dor à palpação anexial.
- PCR para Chlamydia e Gonorrhoeae
- USG transvaginal: avalia complicações (abscesso tubo-ovariano).
- Laparoscopia: p. ouro, mas usada apenas quando diagnóstico é incerto ou refratária ao tto.