É comum encontrar, associados ao consumo de álcool e drogas, transtornos como esquizofrenia (7%), transtornos do humor (26%), de ansiedade (28%), alimentares, da personalidade (antissocial 18%), da conduta e de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH).
Existem 4 teorias:

Transtorno por uso de substância: Padrão problemático de uso da substância, levando a comprometimento ou sofrimento clinicamente significativos, manifestado por pelo menos dois dos seguintes critérios, ocorrendo durante um período de 12 meses:
Dependência: Caracteriza-se como um padrao problematico do uso da substância, levando a comprometimento ou sofrimento clinicamente significativos, manifestado por pelo menos dois dos critérios a seguir, ocorrendo durante um periodo de 12 meses ou 3 meses de uso Diário:
Pode ser:
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Comportamental (busca pela substância e evidências relacionadas de padrões de uso patológico);
Física (efeitos fisiológicos de múltiplos usos da substânciana qual a retirada abrupta ou gradual do medicamento causa sintomas físicos desagradáveis.)
Psicológica (desejo intenso pela substância para evitar um estado disfórico - estado de mal estar e desconforto que surge quando o dependente interrompe o uso de uma droga) → ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração
Química: Junção da dependência física com a psicológica
Esta vulnerabilidade biológica necessita de três condições ou fatores:
A dependência de caráter comportamental, físico e psicológico caracteriza os transtornos por uso de substâncias.
O diagnóstico de dependência a uma determinada substância requer a presença de compulsão para o consumo, aumento da tolerância, síndrome de abstinência, alívio ou evitação da abstinência pelo aumento do consumo e consumo da substância em detrimento de outras áreas de interesse da pessoa
Fatores de risco para dependência: Idade jovem; Dor crônica pós-trauma; Múltiplas regiões dolorosas; Dose alta de opioide; Maior tempo de uso; Antecedente de uso de substâncias ilícitas; Depressão, ansiedade, ou doença psiquiátrica; História de abuso sexual; Uso de medicamento psicotrópico; Dependência de tabaco; História familiar de vício
Coadição/codependência: termo usado para designar padrões comportamentais de membros da família que são afetados significativamente pelo abuso por parte de outro membro.
Facilitação: Referente a pessoas que incentivam o uso da substância. É um comportamento diretamente ligado a codependência, em que os familiares continuam a agir como se o comportamento do uso de substância fosse voluntário e intencional, e o usuário se preocupa mais com drogas e álcool do que com os membros da família, o que resulta em sentimentos de raiva, rejeição e fracasso.
Negação: os familiares e os próprios usuários costumam agir como se o uso de substância que causa problemas evidentes não constituísse um problema real. São relutantes a necessidade de intervenção psiquiátrica
Abuso: uso de alguma droga que desvia dos padrões médicos ou socialmente aceitos
Uso Indevido: semelhante ao abuso, mas se aplica ao uso problemático de fármacos receitados pelo médico
Adição: uso repetido e crescente de substancia, cuja privação faz surgur sintomas de sofrimento e compulsão irreversível
Intoxicação: síndrome reversível causada por substancia específica que afeta funções organicas e sociais. Mudanças comportamentais ou psicológica clinicamente significativas decorrentes do efeito da substancia sobre o SNC
Abstinência: síndrome especifica de cada substancia que surge após a interrupção ou redução de uso por periodo prolongado → sintomas fisicos + psicologicos
Tolerância: quando, apos uso repetido, a dose da droga produz efeito reduzido, sendo necessárias doses cada vez maiores para alcançar efeito original
Neuroadaptação: alterações neuroquimicas que resultam da administração repetida da droga → explica o efeito da tolerância
